segunda-feira, 28 de julho de 2008

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão ignorante que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o tolo que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

(Berthold Brecht)

domingo, 27 de julho de 2008

VIAGEM AOS SENTIDOS

Fomos levar os sentidos para passear.
Este meu anseio por essa viagem, é de muito tempo.
Vinte sete anos na verdade de um desejo de partilhar coisas belas.
Valeu cada minuto do passeio.
Parece que as coisas sofridas tem um gosto indescritível quando conseguidas.
O tempo promete, a dois os sentidos se expandem para muitos horizontes.
A cidade de São Pedro e Águas de São Pedro ofereceram todas as possibilidades aos sentidos.
Os externos, o olhar, o cheirar, o comer, o ouvir e o tocar e os muitos dos sentidos por nós desconhecidos, os sentidos internos muitas vezes confundidos com emoções.
Os "sentidos internos" nos colocam em relação com os nossos estados internos (sentimentos, atitudes, disposições, dores e prazeres).
Alguns sentidos internos foram mais que estimulados - fome, sede, cansaço, dor interna e a necessidade de respirar e muito equilíbrio.
Descendo e depois subindo para ver uma linda cachoeira com uma queda d'agua de 70 metros, muitos dos sentidos internos se fizeram presentes.
E depois nos caminhos, na oração, na leitura, no amor.
Valeu cada momento.



Algumas fotos da “Viagem aos sentidos"

Ó Deus, nós te damos graças por este universo, nosso lar; pela sua vastidão e riqueza,
pela exuberância da vida que o enche e da qual somos parte.



Nós te louvamos pelos oceanos, pelas correntes frescas,
pelas montanhas que não se acabam, pelas árvores, pelo capim sob os nossos pés.

Que aprendamos que as coisas vivas não vivem só para nós; que elas vivem para
si mesmas e para ti, que elas amam a doçura da vida tanto quanto nós, e te servem,
no seu lugar, melhor que nós no nosso.



Nós te louvamos pelos nossos sentidos: poder ver o esplendor da manhã, ouvir as canções dos namorados, sentir o hálito bom das flores da primavera.
Dá-nos, rogamos-te, um coração aberto a toda esta alegria e a toda esta beleza,



.

Alarga em nós o senso de comunhão com todas as coisas vivas, nossas irmãs,
a quem deste esta terra por lar, juntamente conosco.


Quando chegar o nosso fim, e não mais pudermos fazer uso deste mundo, e tivermos
de dar nosso lugar a outros, que não deixemos coisa alguma destruída pela
nossa ambição ou deformada pela nossa ignorância.

Mas que passemos adiante nossa herança comum mais bela e mais doce, sem
que lhe tenha sido tirado nada da sua fertilidade e alegria, e assim nossos corpos
possam retornar em paz para o ventre da grande mãe que os nutriu e os nossos
espíritos possam gozar da vida perfeita em ti.
Rubem Alves


O MEU ENLEVO


O meu desejo de partilhar o bom e o belo, é tão grande como o meu amor por uma alma.
Quero tocar o coração de cada um que vê e se emociona de alguma forma, com um sorriso, com lágrimas, com a própria consciência, com a vontade de se transformar, e por aí vai.
Eu gostaria de escrever livros, mas a capacidade não chegou lá, ainda...

Contudo a minha alegria de levar "coisas boas" as pessoas, partilhar minhas alegrias e enlevo muito me motiva.
Aprendi a gostar da palavra Enlevo, que na melhor definição, é ARREBATAMENTO, COISA QUE MARAVILHA.
E as coisas que me maravilham ficam pulsando em mim, para ir para os ouvidos e olhos dos outros meu desejo de partilhar.

O meu Enlevo também é por você.
Alma boa, que faz o bem somente pelo bem.

O MEU AMOR POR VOCÊ ?
DESDE O PRIMEIRO DIA, CADA DIA COMO TIVESSE SIDO O PRIMEIRO.

sábado, 26 de julho de 2008

DOIS LAGOS

AQUELE QUE PARTILHA ABRE A PORTA A FELICIDADE!

A CIDADE DA ESPERANÇA

Aquela que mora em mim, me relembrou esse filme.
Esse filme é maravilhoso e foi indicado por uma pessoa muito querida dela.
Lindo filme, linda história.

O QUE NÃO SE DÁ, SE PERDE. (HASARI)


A CIDADE DA ESPERANÇA
(CITY OF JOY)

EUA / Inglaterra, 1992. Direção de Rolando Joffé.
Baseado no livro de Dominique Lapierre. Com Patrick Swayze,
Pauline Collins, Om Puri, Shabana Azmi, Ayesha Dharker.
Roland Joffé Film, colorido, 2h14, Warner Home Video.

Drama envolvente, filmado em quase sua totalidade na Índia, na populosa cidade de Calcutá.
O jovem médico norte-americano Dr. Max Lowe (Patrick Swayze, de Ritmo Quente e Ghost – Do Outro Lado da Vida), atormentado por problemas existenciais e acreditando-se culpado da morte de uma criança, operada por ele, abandona a profissão e dirigi-se ao país de Ganghi em “busca de luz espiritual”.
Em Calcutá, é assaltado e espancado, sendo socorrido em um Dispensário – a Cidade da Esperança -, fundado e dirigido pela sra. Joan (Pauline Collins), onde encontra um campo de trabalho caritativo, junto à população mais carente, que tocará, para sempre, o seu coração.
A figura da bondosa sra. Joan, carinhosamente chamada de “tia” pelos assistidos do Dispensário, lembra o médico e filósofo alemão Albert Schweitzer (1875-1965), - Prêmio Nobel da Paz – 1953, missionário do amor em terras africanas -, pois ela também deixou o conforto de seu país com o propósito de servir.
O ponto alto do filme, para nós, é a luta do Dr. Max para superar seus conflitos íntimos, conquistando, afinal, a paz tão almejada à luz do trabalho no Bem, que é o grande remédio para muitos de nossos males,.
Outros dois personagens de destaque constituem o casal Hasari (Om Puri) – Kamla (Shabana Azmi), amigos sinceros do Dr. Max, que atravessam, com seus filhos, dificuldades imensas, como a perda da única propriedade, enfermidades graves, roubos, mas continuam lutando no caminho do dever e servindo aos semelhantes com admirável fé em Deus. É de Hasari a frase-legenda do filme: “O que não se dá, se perde.”
O papel da filha desse casal, Amrita, é realizado pela nossa conhecida atriz hindo Ayesha Dharker, intérprete de Manika no belíssimo filme Manike, a Reencarnação de uma Adolescente
Segundo a nota no final, este filme é dedicado à Madre Tereza de Calcutá, a conhecida missionária albanesa que reside e trabalha na Índia, e às várias organizações assistenciais que operam igualmente em território indiano.
Assistindo ao “Cidade da Esperança”, em face da grandeza de seu conteúdo, fundamentado no amor ao próximo, chegaremos facilmente à conclusão de que essa homenagem – a tantos corações enobrecidos, que nos enriquecem com seus exemplos – é oportuna e digna

sexta-feira, 25 de julho de 2008

ESTOU VOLTANDO


Estou voltando de um caminho de meu deserto.
Ainda estou no deserto, mas já identifico vários oásis.
Descobri significados de meus sentimentos.
Deserto, crise.
Crise é uma palavra Oriunda do latin tem a mesma equivalência da palavra vento.
Indica, assim, um estágio de alternância, no qual uma vez trasncorrido diferencia-se do que costumava ser.
Não existe possibilidade de retorno aos antigos padrões.
O “vento” me tirou de minhas acomodações.
Nada gostoso quando se está sendo carregado por esse “vento”.
Contudo, a vontade se ser útil, de ter um local de coisas “de bom gosto” permanecem, por isso estou reativando o blog, com muito significado para mim pelo seu próprio nome “VIVER EM PAZ É VIVER EM ALEGRIA”
Ainda na busca de minha PAZ e de minha ALEGRIA.
Quem não está!
COMO VOU ?
VOU REMANDO.

DIA DO ESCRITOR

No dia do escritor, nada melhor, em meu ponto de vista, que lembrar de Rubem Alves.
Rubem Alves não é só um escritor, é vários.
Para ele seu corpo é um albergue.
“Nele moram muitas versões de mim mesmo.
Em mim moram o Rubem escritor, o educador, o falador, a criança, o velho, o místico, o palhaço, o deprimido e um outro.
Sim, um outro”.
Esqueceu-se de "UM filósofo", o meu filósofo preferido.


" Minha paixão
é tocar na inteligência
e no coração
de quem me lê".

"Escrever, para mim, é como armar quebra-cabeças.
É brincar...
Viver só no desfrute é um tédio.
É preciso construir alguma coisa que contribua
para melhorar as pessoas e o mundo"
.
Seus textos para o público leigo são repletos de parábolas, à moda da Bíblia.
São claros, estilo direto, frases quase sempre curtas.
.
Escrevo assim porque sou assim.
Descobri que o inconsciente - aquele desconhecido que me faz ser o que sou - só entende linguagem poética.
Linguagem de prosa é coisa de ciência.
Acho que foi o Octávio Paz quem disse que a prosa marcha e a poesia dança...
Eu gostaria muito de ser um grande escritor como Mia Couto, Gabriel Garcia Marques.
Não sou.
Contento-me em contar estórias porque é assim que brinco com a alma.
Não sei se você sabe que fui pastor protestante há muitos, muitos anos.
Alguém me disse que, quanto a isso, eu me despi de tudo.
Menos da paixão por tocar na inteligência e no coração de quem me lê.
.
"Meu corpo e minha alma ainda não entraram na rotina da linha de montagem.
São crianças.
Escrevem como quem brinca.
Às vezes, correria, pique.
Noutras, no ritmo do balanço. Amo escrever.
Não há método para o amor.
Ele acontece quando se sente tesão.
E sinto sempre tesão por escrever. Fernando Pessoa sofria da mesma coisa.
Escreveu: "Sinto uma erecção na alma...""
.
"Eu sou um escritor,
eu penso em eternidades..."
Guimarães Rosa.

ALMA DE EDUCADOR

VISITE MEU BLOG "ALMA DE EDUCADOR"