sábado, 15 de março de 2008

O AMOR DE UMA MULHER REALMENTE ACALMA AS FERAS

O leão Júpiter vive em Calli, na Colômbia.
O animal era manso demais para ficar em um circo e passou a ser cuidado por uma empresária. Ana Julia Torres chega a ganhar abraços de Júpiter.
É bom sempre lembrar, muito cuidado e caldo de galinha não faz mal a ninguém...






O QUE VOCÊ RESPONDERIA?


O Mineirim no Tribunal!!!
Seu Zé, mineirinho, pensou bem e decidiu que os ferimentos que sofreu num acidente de trânsito eram sérios o suficiente para levar o dono do outro carro ao tribunal.
No tribunal, o advogado do réu começou a inquirir seu Zé:
O Senhor não disse na hora do acidente
- "Estou ótimo"?
E seu Zé responde:
- Bão, vô ticontá o que aconteceu.

Tinha cabado dicolocá minha mula favorita na caminhonete. ..
- Eu não pedi detalhes! - interrompeu o advogado.
Só responda à pergunta: O Senhor não disse na cena do acidente: "Estou ótimo"?
- Bão, eu coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia...*
- Meritíssimo, estou tentando estabelecer os fatos aqui.
Na cena do acidente este homem disse ao patrulheiro rodoviário que estava bem.
Agora, várias semanas após o acidente ele está tentando processar meu cliente, e isso é uma fraude..
Por favor, poderia dizer a ele que simplesmente responda à pergunta.
Mas, a essa altura, o Juiz estava muito interessado na resposta de seu Zé e disse ao advogado:
- Eu gostaria de ouvir o que ele tem a dizer.
Seu Zé agradeceu ao Juiz e prosseguiu:
- Como tava dizendo, coloquei a mula na caminhonete e tava descendo a rodovia quando uma picape travessô o sinal vermeio e bateu na minha caminhonete bem dulado.
Eu fui jogado carro prumlado da rodovia e a mula foi jogada protrolado.
Tava muito machucado e não podia me movê. Mas podia ouvir a mula zurrano e grunhino e, pelo baruio, percebi que o estado dela era muito feio.
Em seguida o patruieio rodoviário chegou.
Ele ouviu a mula gritano e zurrano e foi até onde ela tava.
Depois de dá uma oiada nela, pegou o revorve e atirou 3 veiz no meio do zóio dela. Depois ele travessô a istrada com a arma na mão, oiô pramim e disse:
-"Sua mula estava muito mal e tive que atirar nela.
Como o senhor está se sentindo?"
Aí eu pensei bem e falei:
- Tô bão dimais, tô ÓTIMO!!!

O SER HUMANO IDEAL DE SÓCRATES

Ele não se expõe desnecessariamente ao perigo, uma vez que são poucas as coisas com que se preocupa o suficiente; mas está disposto, nas grande crises, a dar até a vida sabendo que em certas condições não vale a pena viver.

Está disposto a servir aos homens, embora se envergonhe quando o servem.

Ele não toma parte em manifestações publicas.

É franco quando a suas antipatias e preferências, fala e age com franqueza, devido a seu desapego pela desejos dos homens e coisas.

Nunca tem maldade e sempre esquece e passa por cima das injustiças. Não gosta de falar.Não lhe preocupa o fato de que deve ser elogiado ou que outros devam ser censurados.

Não fala mal dos outros, mesmo de seus inimigos, a menos que seja com eles mesmos. Seus modos são serenos, sua voz é grave, sua fala e comedida; não costuma ser apressado, pois não acha nada muito importante. Uma voz estridente e passos apressados são adquiridos pelo homem através das preocupações.

Ele suporta os acidentes da vida com dignidade e graça, tirando o máximo proveito de suas circunstâncias, como um habilidoso general conduz suas limitadas forças com toda a estratégia da guerra.

Ele é o melhor amigo de si mesmo e se delicia com a privacidade, ao passo que o homem sem virtude ou capacidade alguma é o pior inimigo de si mesmo e tem medo da solidão.

ESQUECIDO

Eu sou esquecido.
Já levei minha mãe para passear na casa de minha irmã Guiomar e esqueci de buscá-la.
Isso nos tempos que telefone era a telefonista quem discava, ou seja, ninguem tinha. Em casa, fiquei matutando, mas onde minha mãe foi, que deixou a chave aqui em casa, como ela saiu?
Como ela fechou a porta para sair se ela esta aqui na porta...
De madrugada, 01:00 da manhã, querendo ir dormir e nada de minha mãe chegar, já estava ficando preocupado...
Onde ela tinha ido?
Fui beber agua e acendeu-se a luz...ESQUECI MINHA MÃE.
Sai cantando peneu com a velha kombi.
Quando cheguei na casa de minha irmã, não conseguia parar de rir, não conseguia explicar o que tinha acontecido, eu e minha irmã, caimos na gargalhada, só quem não gostou foi minha mãezinha...
Mas ela me perdoou...
mãe é mãe...

Agora esse amigo do video, acho que está enrolado.
Esquecer a chave dentro do carro é normal, mas essa situação...

sexta-feira, 14 de março de 2008

FILOSOFANDO 15


A amizade


pode VIVER


na verdade,


e o amor MORRER


na mentira.

A PAIXÃO NOS FAZ SENTIR VIVOS




A psiquiatra Carmita Abdo explica que se apaixonar faz o ser humano se sentir vivo. Segundo pesquisa, a testosterona aumenta nas mulheres e diminui nos homens em estado de paixão

O sentimento exacerbado entre duas pessoas, é um exemplo de uma paixão.
A paixão pode ultrapassar barreiras sociais, diferenças de formação, idades e gêneros.
A paixão completamente correspondida causa grandiosa felicidade e satisfação ao apaixonado, pelo contrário qualquer dificuldade para antigir essa plenitude pode trazer grande tristeza pois o apaixonado só se vê feliz ao conseguir o objeto de sua paixão.

Existem pesquisas científicas nesse âmbito, que mostram que a paixão, apesar de intensa e arrebatadora, é um sentimento passageiro. (Estima-se que a mesma não dure por mais de quatro anos.
Adolescentes estão mais sujeitos a apaixonarem-se, devido ao pouco conhecimento de mundo entre outras coisas, o que não significa que pessoas de maior idade não estejam passíveis de tal sentimento. O que ocorre é que a pessoa adulta, por ter maior conhecimento de mundo, por ter vivenciado maiores experiências, não estará tão sujeita a perder a razão e deixar-se dominar pelo peso do sentimento.

FILOSOFANDO 0005



Um irmão


pode não ser um amigo,



mas um amigo


será sempre um irmão.


A MORTE

Renasci muitas vezes, da profundeza
de estrelas derrotadas, reconstruindo o fio
das eternidades que povoei com minhas mãos,
e agora vou morrer, sem nada mais, com a terra.

Não comprei um sítio no céu que vendiam
os sacerdotes, nem aceitei as trevas
que o metafísico manufaturava
para despreocupados poderosos.

Quero estar na morte com os pobres
que não tiveram tempo de estudá-la,
vivendo sob açoites dos que têm
o céu dividido e arrumado.

Tenho pronta minha morte, como uma roupa
que me espera, da cor que eu gosto,
da extensão que inutilmente procurei,
da profundidade que necessito.

Quando o amor gastou sua matéria evidente
e a lua consome seus martelos
em outras mãos de acrescentada força,
vem a morte apagar os sinais
que foram construindo tuas fronteiras.


NERUDA, Pablo. Antologia Poética. Rio de Janeiro: Editora Letras e Artes, 1964.

ÚLTIMAS PALAVRAS

01 - Corte o fio vermelho, eu tenho certeza !
02 - Pode subir que agüenta mais um...
03 - O que acontece se eu apertar este botão?
04 - Vou acender um fósforo...
05 - Não toque em nada!
06 - Esse vai passar perto!

07 - Deixa comigo...
08 - Não puxe o pino!
09 - É uma cirurgia simples...
10 - Você não é homem para fazer isso!
11 - Ahhh! O que não mata, engorda!
12 - Que isso, cara! Eu sou só o encanador...

13 - Vou te denunciar!
14 - Pode falar, doutor, é serio?
15 - Este avião está descendo muito rápido!
16 - Agora só falta um...
17 - Buraco? Que buraco?
18 - Atchim! (dentro do armário)

19 - Não é nada disso que você está pensando, a gente pode explicar tudo!
20 - Por aí não, por aqui é bem mais rápido...
21 - Não se preocupe, eu sei nadar...
22 - Posso ver uma luz no final do túnel se aproximando rapidamente...
23 - Ou vai ou racha!
24 - Relaxa... é nóis

25 - Fique calmo, vai acabar tudo bem!
26 - Não vem vindo carro não, pode ir...
27 - Vai que dá!
29 - Atira! Atira! Quero vê!
28 - Tá tudo bem, eu sei o que estou fazendo!

quinta-feira, 13 de março de 2008

ROSA DE HIROSHIMA

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes
NORMALMENTE PREFIRO COISAS QUE ENOBREÇA E ALEGRE O CORAÇÃO, MAS AS VEZES É PRECISO VER O SOFRIMENTO PARA NÃO PERMITIR QUE O MAL JAMAIS SE REPITA.
CENAS UM TANTO FORTES DE UM POVO QUE SOFREU.
SOFREU PELA ESTUPIDEZ DOS GOVERNANTES QUE EM TODAS AS ÉPOCAS NÃO QUIZERAM DIALOGAR. NA VERDADE ELES MESMOS NÃO SOFREM COM AS GUERRAS, QUEM SOFRE É O POVO.

quarta-feira, 12 de março de 2008

MUKHTAR MAI - GRANDE IRMÃ


A paquistanesa Mukhtar Mai apertou seu exemplar do Corão contra o peito quando ouviu, na presença de mais de 100 homens, a sentença que o conselho de sua aldeia acabara de lhe impor: um estupro coletivo.
Integrante de uma casta inferior, Mukhtar fora até lá apenas para pedir clemência para o irmão mais jovem.
Era ele o réu no julgamento.
Estava prestes a ser condenado à morte por ter se envolvido com uma mulher de um clã superior, fato nunca inteiramente esclarecido. O líder tribal – que era o chefe do tal clã – ignorou o pedido de Mukhtar, então com 28anos, e ordenou a punição. Ela foi imediatamente arrastada por quatro homens armados, como "uma cabra que vai ser abatida", segundo sua própria descrição.
Eles a agarraram pelos braços e puxaram suas roupas, o xale e o cabelo.
Indiferentes a seus gritos e súplicas, levaram-na para dentro de um estábulo vazio e, no chão de terra batida, violentaram-na, um após o outro.
"Não sei quanto tempo durou essa tortura infame, uma hora ou uma noite.
Jamais esquecerei o rosto desses animais", conta a paquistanesa.
O impressionante relato de Mukhtar, colhido pela jornalista francesa Marie-Thérèse Cuny, está em Desonrada (tradução de Clóvis Marques; Editora Best Seller; 154 páginas; 29,90 reais), que acaba de ser lançado no Brasil.
Mais do que o desfecho de uma querela tribal, o livro narra como Mukhtar transformou sua tragédia pessoal em uma causa: a defesa dos direitos das mulheres em seu país. E, com isso, tornou-se um símbolo da luta das mulheres no mundo islâmico.

Como normalmente ocorre com as mulheres vítimas de violência sexual em seu país, pensou em suicidar-se.
"Até hoje eu sinto a dor, mas aprendi a mitigar esse sofrimento", disse Mukhtar a VEJA.
"O que me conforta é que abri uma escola para meninas. Quando vejo as alunas estudando e brincando, eu me sinto honrada, é isso que atenua a minha dor."
A camponesa pobre e analfabeta, nascida Mukhtaran Bibi, virou uma ativista conhecida mundo afora pelo codinome Mukhtar Mai, que significa "grande irmã respeitada" em urdu, o idioma oficial de seu país. Seu livro, publicado no ano passado, é o terceiro na lista dos mais vendidos na França. Nele, conta como se deu essa transformação.
Narra sua luta por justiça e relata as barbaridades cometidas contra mulheres em seu país.

Para saber mais REVISTA VEJA

TAJ MAHAL - MONUMENTO AO AMOR





Os Moghul, de sangue mongol, islâmicos de religião, de cultura e língua persa, criaram na Índia um império de glória e elegância.
O Imperador Sha-Jahan foi o genial edificador dessa dinastia.
Viveu um sonho de amor quase irreal.
Ele amou e desposou Arjumand Banu Begun, que, mais tarde, se tornaria imortal com o nome de Muntaz Mahal.
Era jovem, linda e inteligente. Como Imperatriz, revelou-se excelente conselheira do marido nas complicações oriundas das questões de Estado.
Tornou-se querido do povo por sua caridade e sua dedicação ao Imperador.
A morte brusca veio levar a amada de ShaJahan.
Desolação e lágrimas amargas encheram então a sua vida.
Em três meses, conta a história, a barba negra de Sha-Jahan embranqueceu.
Deixou para sempre as vestes reais e nunca mais abandonou o luto.
Ordenou que se construísse um túmulo para a sua bem-amada esposa: "Que não seja fúnebre, pois deverá celebrar a curta vida de um amor.
A sua beleza e graça hão de recordar eternamente a mulher, sem envelhecer.
Será um sonho de mármore edificado na fronteira delicada entre o real e o irreal, como a própria paixão".


THE BUCKET LIST - ANTES DE PARTIR


Uma grande lição de amizade e auto-conhecimento.
A lista é uma profunda viagem para o sentido da vida e o que estamos fazendo aqui.
"Ache felicidade em sua vida!"
"Nossas vidas são correntes fluindo no mesmo rio, para que qualquer céu descanse na névoa além das cachoeiras"

Impossível não se emocionar com Carter, diante de tamanha fidelidade e amor depois de 45 anos de casado.

O filme é de nos trazer lágrimas dos olhos e um sorriso nos lábios.
Conselho, lenço, lenço.

Nicholson é Edward Cole.
Rico e extravagante, ele é dono de uma rede de hospitais. Ele passou sua vida colecionando mais desafetos do que amigos e, no momento em que se encontra com os dias contados no leito de um de seus hospitais, o único que lhe faz companhia é seu assistente Thomas (Sean Hayes). Cole divide o quarto com Carter Chambers (Freeman).
Casado com uma mulher durante toda a sua vida, o mecânico dedicou-se somente à sua família nos últimos anos.
No momento em que nota que sua vida está chegando a um fim, percebe que há muitas coisas que ainda não fez.

A dupla nada convencional acaba se unindo para partir a uma verdadeira volta ao mundo financiada por Edward.
Eles andam de moto na Muralha da China, visitam o Taj Mahal, as pirâmides do Egito, fazem safári e um monte de atividades que qualquer pessoa adoraria.
Especialmente quando percebe que a morte está mais perto do que imaginamos durante toda a vida.



E no final de nossas vidas poderá nos ser perguntado:
Já encontrou felicidade na vida?
Sua vida levou felicidade à outras?

terça-feira, 11 de março de 2008

FRANGO TITE

Essa estória fiquei conhecendo pela minha maninha Guiomar.


O Sá descobriu que no China da Riachuelo, perto dos Arcos, servia-se aos domingos por preço de banana um prato que se chamava, sem rodeios, frango com arroz.
E era verdade. Esse prato restaurou em nós a perdida dignidade dos domingos de outrora, iluminados sempre por uma galinha-ao-molho-pardo ou um frango-com-farofa-de-miúdos...
Era com outra alma que a gente agora lia os suplementos dominicais, almoçava média com pão e manteiga, e esperava a noite.
Sim, porque o frango era servido precisamente às sete horas da noite.
E a freguesia, naturalmente, era grande.
A partir das 6 e meia começava a chegar o pessoal que, como quem não quer nada, espiava para as mesas e ficava por ali - pois o frango era pouco e ninguém queria correr o risco de degradar seu domingo. Às 7 em ponto, o garçom anunciava:

- Atenção, pessoal, vai sair o tite!

Seguia-se o rebuliço das últimas disputas e arranjos: "Dá licença de botar uma cadeira a mais na sua mesa?" "Mas já tem cinco."
"Se não, vou perder o frango..." "Deixa o rapaz sentar."
E lá vinha, em pratos feitos que fumegavam por cima de nossa cabeça, na bandeja do Jacinto, o frango com arroz, vendido inexplicavelmente por cinco pratas.
Também, quinze minutos depois, quando mal acabávamos de devorar o último farelo do frango, já se ouvia, irônica, a voz do garçom:

- Acabou o tite! Agora só sopa de entulho!

O "tite "... Por que "tite"? Aquele domingo saí com essa pergunta na cabeça.
O Jacinto não dizia "vai sair o frango", dizia "vai sair o tite"...

Manifestei minha estranheza aos companheiros de quarto e o Sá, que lia Novos Rumos, retrucou com desprezo:

- Curiosidade pequeno-burguesa. Vê se algum operário, podendo comer frango por cinco pratas, vai-se preocupar com a gíria do garçom!

O Sá tinha razão. Tratei de esquecer o problema e fomos, mais uma vez, ao frango do China, ao tite com arroz.
Mas eu vivia os meus últimos domingos de glória, pois, pouco mais tarde, deparei com o Jacinto tomando hidrolitol, no Largo da Lapa, e não resisti.

- Tite é o seguinte - explicou-me ele. - O senhor Shio, dono do restaurante, faz as compras da semana todo domingo na feira do Largo da Glória.
Os frangos e galinhas são trazidos em engradados, se machucam na viagem e alguns chegam na feira morre-não-morre.
O senhor Shio, sabendo disso, vai logo perguntando pros feirantes: "Tem galinha tite?
-Tem galinha tite?"
E assim - continuou Jacinto - compra tudo o que é galinha triste que há na feira. Umas estão apenas tristes, outras já morreram de tristeza, mas o chinês compra assim mesmo.
E justifica: "Vai moler mesmo!"
- disse Jacinto, soltando uma gargalhada.
Eu ri também, mas sem achar a mesma graça

Ferreira Gullar

FILOSOFANDO 0002


"Existem pessoas como a cana, mesmo posta



na moenda, reduzida a bagaço



só sabem dar doçura".




Dom Helder Câmara

CARDÁPIO CARO


Viajando por uma região de canibais, o arqueólogo chega a uma lanchonete escondida no meio da selva.

O cardápio chama sua atenção:


Lanchonete “the CANNIBAL”

só servimos carne importada

- Missionário inglês frito... US$ 30,00
- Turista americano a moda do chef... US$ 25,00
- Freira italiana virgem ensopada... US$ 35,00
- Político ao forno... US$ 250,00
- Político corrupto ao forno ... US$ 300,00

Não aceitamos cheques


Intrigado com a disparidade de preços, ele pergunta ao dono da espelunca a razão dos pratos elaborados com políticos serem tão caros.

O empresário então lhe explica :

- Bom, o cara lá do Brasil, que exporta para nós, garante que político é muito difícil de ser caçado, principalmente quando é corrupto.

- Para piorar, meu cozinheiro disse que eles levam horas e horas cozinhando...

- E tem mais: o senhor, por acaso, já tentou limpar um deles?

segunda-feira, 10 de março de 2008

VIAGEM ASTRAL OU PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA



Na Projeciologia acredita-se que, durante o sono, quando o metabolismo e as ondas cerebrais diminuem, os laços energéticos que seguram o psicossoma ao corpo físico se soltariam, então o psicossoma da pessoa seria projetado para fora do corpo humano. Dependendo do estado de lucidez, são relatados posteriormente como sonhos, sonho lúcido ou uma experiência extracorpórea totalmente lúcida. Não importa o quanto estiver afastada do corpo humano, a sua consciência estará sempre ligada à ele, pelo "cordão de prata" um feixe de luz que só se romperia quando ocorrer a primeira morte (morte biológica) e voltaria quando solicitado, impossibilitando que se fique preso extrafisicamente.

Do ponto de vista do ceticismo científico, as projeções de consciência não passariam de alucinações, que podem ser vivenciadas em sonhos, devaneios e memórias, onde geralmente nos observamos sob a perspectiva de terceira pessoa. Essa hipótese é apoiada em experimentos nos quais há a indução da experiência de Projeção por medicações anestésicas como a quetamina[1] , pela indução de hipóxia cerebral[2] e estimulação elétrica do giro angular direito do cérebro [3], sugerindo que trata-se apenas de um distúrbio neurológico.


Temos que caminhar muito para chegar a uma conclusão.
Com você fica a decisão.

EU SEI QUE VOU TE AMAR

Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
E cada verso meu será
Prá te dizer que eu sei que vou te amar
Por toda minha vida
Eu sei que vou chorar
A cada ausência tua eu vou chorar
Mas cada volta tua há de apagar
O que esta ausência tua me causou
Eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver
A espera de viver ao lado teu
Por toda a minha vida

Letra de Vinicius de Moraes
Música de Tom Jobim


NA VOZ DE GAL COSTA ENTÃO...

FILOSOFANDO XXXXVIII


Buscando o bem


dos nossos semelhantes,


encontramos o nosso.


Platão

domingo, 9 de março de 2008

TÊNIS X FRESCOBOL

Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.
Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal.
Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta:
‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\’
Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’

Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos.
Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites.
O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música.
A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.
Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras.
E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo…’ Barthes advertia:
‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\’ não quer dizer mais nada.’
É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’



O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário.
E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar.
O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.
O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca.
Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.
Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha.
E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir…
E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos…

A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá…

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis.
Ficam à espera do momento certo para a cortada.
Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar.
A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo.
Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio.
Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\’. A galeria torce e sorri pouco à vontade.
Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\’. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’

Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão…
O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.



Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.
O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres.
Bola vai, bola vem - cresce o amor… Ninguém ganha para que os dois ganhem.
E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim…(O retorno e terno, p. 51.)
RUBEM ALVES

ALMA DE EDUCADOR

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