quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

A IGREJA QUE EU MAIS AMO:

JAMES DILLET FREEMAN - Poeta, escritor, filósofo, palestrante e ministro da Igreja da Unidade - 1912-2003.

A IGREJA QUE EU MAIS AMO:
A igreja que eu mais amo – a predileta –
É pequenina e quieta,
Sem grande pórtico ou grande nave:
Ela é modesta e suave.
Em secreto lugar, tenho-a em minh’alma;
E nela encontro calma,
Quando fecho as janelas para o mundo
E me abro ao Ser profundo.
É inteiramente minha esta capela;
Mas só me encontro, ao centro, O que a oficia.
Caso contrário, não me vale nada,
Nela entrar, pois oro em vão,
Numa igreja vazia!

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

domingo, 26 de dezembro de 2010

10 MOTIVOS PARA SE INDIGNAR

Uma pessoa indignada não é necessariamente raivosa. Indignar-se com a injustiça é estar alerta
Reduzir a lista abaixo depende da vontade política da presidente eleita e da atitude pessoal de cada um de nós. Eis 10 razões para se indignar no Brasil:
  • o número de analfabetos funcionais na oitava economia do mundo. Uma contradição provocada pela contínua falta de prioridade na educação fundamental e na qualidade da instrução;

  • os absurdos privilégios dos deputados e senadores, que aprovam aumentos para si mesmos e, além do salário, dispõem de uma verba extra irreal. Com R$ 26 mil mensais, deveriam abrir mão das mordomias;

  • a influência excessiva da Igreja sobre o Estado laico brasileiro. Em assuntos como células-tronco, controle da natalidade ou descriminalização do aborto, por que a religião se sobrepõe a razões de saúde e ciência? Que se respeitem a fé e os ditames do Vaticano como opções individuais, mas não como condutores de políticas públicas;

  • a impunidade de assassinos confessos, como o jornalista Pimenta Neves. Com recursos em cascata permitidos por lei, quem tem dinheiro, prestígio e diploma se safa da prisão, mesmo depois de confessar crime hediondo e ser condenado por júri popular;

  • a agressividade no trânsito, que torna o Brasil recordista em mortes em acidentes. O antropólogo Roberto Da Matta acaba de escrever um livro sobre isso: “Dirigir com cautela no Brasil significa ser barbeiro, bobo e idiota”. Acelerar para assustar pedestres, fechar o outro veículo, entrar na vaga alheia, bloquear os cruzamentos, xingar. Não é assim no exterior;

  • a falta de educação da elite brasileira. Boa parcela de ricos desenvolve falta de educação associada à arrogância e à crença na impunidade. Joga lixo nas praias e da janela de carros importados, dá festanças ignorando a lei do silêncio, viola a legislação ambiental e sempre quer levar vantagem;

  • os impostos escorchantes, que não resultam em benefício para a população. Cartéis punem o consumidor e tornam produtos e passagens aéreas no Brasil muito mais caros;

  • a falta de sistema de saúde pública que dê dignidade a quem precisa e aos mais velhos. Gente morrendo em fila de hospital ou por falta de leitos e médicos é inaceitável. Quantas CPMFs o governo exigirá?;

  • a falta de política de habitação decente para os mais pobres, mesmo com tantos prédios públicos vazios;

  • a inexistência de transporte de massas, num país que fez opção equivocada pelo carro. Metrôs e trens, ligados a uma rede de ônibus sem ranço de máfias, deveriam transportar todas as classes sociais.
Indigne-se, mas não seja chato. Contribua para a mudança. Melhor ser um indignado otimista que um resignado deprimido. Boas festas.


ALMA DE EDUCADOR

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