sexta-feira, 12 de agosto de 2011

COLISÃO DE DUAS GALAXIAS

A Nasa divulgou essa imagem da colisão entre duas galáxias. 
O complexo, chamado VV 340 ou Arp 302, é composto pelas galáxias VV 340a e VV 340b, que ainda podem ser observadas no início de seu processo de interação. 
Interações desse tipo dentre galáxias têm como resultado a fusão desses corpos celestes e geraram A Via Láctea e Andrômeda como conhecemos hoje. 
VV 340 fica a 450 milhões de anos luz da Terra.





terça-feira, 9 de agosto de 2011

SÓ PERGUNTAS

Jogo: Só Perguntas
Regra: Só é permitido conversar através de perguntas e tentar se manter o maior tempo possível na cena. Se um jogador errar ou demorar demais para falar ele dá seu lugar ao outro. 

O objetivo é eliminar o outro jogador.
Quase isso, o objetivo é muita risada.





segunda-feira, 8 de agosto de 2011

NANCY WAKE


A australiana Nancy Wake, a mulher mais condecorada pelos aliados durante a 2ª Guerra Mundial, morreu no domingo (7) em Londres aos 98 anos.
Nascida em 1912 em Wellington, na Nova Zelândia, e criada em Sydney, Austrália, se mudou para a França em 1932 e pouco depois, após a invasão do país em 1940, se uniu às forças de resistência para ajudar aos aliados e a centenas de judeus a escapar do regime nazista.
Wake fugiu para o Reino Unido depois que foi incluída na lista de pessoas mais procuradas pela Gestapo, que a chamava de 'rata branca' por sua habilidade em fugir.
Ali recebeu treinamento como espiã nas forças especiais britânicas antes de retornar para a França para trabalhar com a Resistência nos preparativos do Dia D, o desembarque aliado na Normandia em junho de 1944.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

CÃO AJUDA A ALERTAR ATAQUE EPILÉTICO


Desde a chegada do cachorro Zulu à casa da família Rabelo, em Ribeirão Preto (SP), há três meses, o número de crises convulsivas de Davi, rapaz de 19 anos que sofre de epilepsia, caíram de 20 para 5 ao dia.
O semblante sereno do filho garante a Juanita, 46, uma noite de sono tranquila. Ela sabe que pode ser alertada pelo barulho feito por Zulu se uma nova crise acontecer.

Cão da raça labrador, Zulo pode ser o primeiro cão do Brasil adestrado para identificar crises de epilepsia,
A ideia do cão adestrado partiu da mãe, durante conversa com o policial militar Ricardo Cazarotti, em uma sessão de Davi de equoterapia (tratamento com uso de cavalos) no quartel da PM.

O policial estudou os movimentos de Davi, durante o dia e enquanto dormia, para reproduzi-los com o cão. O movimento parece sutil. Em uma crise, Davi tomba a cabeça para trás e estica braços e pernas na cadeira de rodas. Algumas vezes, grita.
Zulu foi condicionado a começar a latir ao detectar esses sinais.

 Ele só para de fazer barulho quando alguém da família chega e aperta um dispositivo que emite uma espécie de estalo.
Para chegar a esse condicionamento, Cazarotti treinou Zulu por nove meses.
Com o cão, diz Juanita, os medicamentos se reduziram. Dos cinco comprimidos diários, Davi deixou de tomar dois do seroquel, uma espécie de antipsicótico.
Mas a mudança mais imediata, conta a mãe, foi a de Davi praticamente não ter mais crises à noite. "Eu deito na cama relaxada, certa de que nada vai acontecer."

DA FOLHA ONLINE

domingo, 31 de julho de 2011

ÁGUA POR TODO UNIVERSO

A NASA anunciou ter descoberto a maior concentração de água até agora. 
Uma nuvem de água em forma de vapor envolvendo um buraco negro tem nada menos do que a quantidade de água da Terra multiplicada em 140 trilhões de vezes. 


E, além disso, o lago de vapor continua aumentando. O buraco negro está ativo (e dessa forma é nomeado de quasar) e libera ondas de energias que fazem os átomos de hidrogênio e 
oxigênio se chocaram e formarem água. Esse vapor de água é 300 trilhões de vezes mais denso que o ar ao qual estamos acostumados. 

Essa nuvem está há 12 bilhões de anos luz da Terra – o que significa que os cientistas ao a observarem, estão analisando um fenômeno de 12 bilhões de anos atrás


DA REVISTA GALILEU

sábado, 30 de julho de 2011

FILOSOFANDO300711

"O futuro têm muitos nomes. 

Para os incapazes o inalcançável,

para os medrosos 

o desconhecido, 

para os valentes 

a oportunidade."

Victor Hugo

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A MÚSICA

RUBEM ALVES



Ângelus Silésius, místico só escrevia poesia, disse o seguinte: “Temos dois olhos. Com um contemplamos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro contemplamos as coisas da alma, eternas, que permanecem.”
Eis aí um bom início para se compreender os mistérios do olhar! 
Para se entender os mistérios do ouvir eu escrevo uma variação: “Temos dois ouvidos. 
Com um escutamos os ruídos do tempo, passageiros, que desaparecem. Com o outro ouvimos a música da alma, eterna, que permanece.”

A alma nada sabe sobre a história, o encadeamento dos eventos no tempo que acontecem uma vez e nunca mais se repetem. 
Na história a vida está enterrada no “nunca mais”.
A alma, ao contrário, é o lugar onde o que estava morto volta a viver. 
Os poemas não são seres da história. Se eles pertencessem à história, uma vez lidos nunca mais seriam lidos: ficariam guardados no limbo do “nunca mais”.
Mas a alma não conhece o “nunca mais”. Ela toma o poema, escrito há muito tempo, no tempo da história... (escrito no tempo da história, sim, mas sem pertencer à história...), ela o lê e ele fica vivo de novo: apossa-se do seu corpo, faz amor com ele, provoca riso, choro, alegria...
A gente quer que os poemas sejam lidos de novo, ainda que os saibamos de cor, tantas foram as vezes que os lemos! Como a estórias infantis, irmãs dos poemas! As crianças querem ouvi-las de novo, do mesmo jeito. Se o leitor tenta introduzir variações a criança logo protesta: “ Não é assim...”
Nisso se encontra minha briga com os gramáticos que fazem os dicionários: eles mataram a palavra “estória”.
Agora só existe a palavra “história”. Freqüentemente os sabedores da anatomia das palavras ignoram a alma das palavras. Guimarães Rosa inicia o Tutameia com essa afirmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História.” Um revisor responsável ao se defrontar com esse texto, tendo nas mãos a autoridade do dicionário, se apressaria a corrigir: “A história não quer ser história. A história, em rigor, dever ser contra a História”. Puro “non-sense”...
Mas aconteceu com um texto meu que, pela combinação da diligência do revisor com a minha preguiça ( não reli suas correções), ficou arruinado...

Escrevi essas palavras à guisa de uma explicação a posteriori para uma cena da minha vida acontecida há muitos anos que vi de novo com meu segundo olho há poucos minutos.
Também a ouvi com meu segundo ouvido porque nela havia música. Veio-me no seu frescor original.
Não havia tempo algum entre o seu acontecer no passado e o seu acontecimento, há pouco. As mesmas emoções. Não. Corrijo-me.
A sua beleza estava mais bela ainda, perfumada pela saudade. Entendo melhor o que escreveu Octávio Paz: “Parece que nos recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiqüíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer.
Um sopro nos golpeia a fronte. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de outro mundo. É a ‘vida anterior’que retorna...” Sim, algo da minha vida anterior retornou como um sopro a me golpear a fronte...

A cena é assim ( quase escrevi “foi assim”. Corrigi-me a tempo. As cenas da alma não têm passado. Elas acontecem sempre no presente ).
Eu e o meu filho de três anos estamos na sala de estar da nossa casa. Só nós dois. Havíamos terminado de jantar. No sofá, sua cabeça está deitada no meu colo.
É a hora de contar estórias, antes de dormir. Aí ele me diz: “Papai, põe o disco do violão...” Levanto-me e pego o disco. Tomando toda a capa, a figura de um violino. Mozart.
 Ponho a peça que ele mais ama: “Uma pequena serenata”. É impossível não amar a pequena serenata...
Quem poderia resistir à tentação de voar que ela produz? Pode ser que o corpo não voe. Mas a alma voa. Ouvir a “Pequena Serenata” é uma felicidade... ( Note que a “Pequena Serenata” é inútil.
Não serve para nada. Ela é uma criatura da “caixa dos brinquedos”, lugar da alegria...)

Quando eu me esforçava por exercer a arte da psicanálise ouvi de uma paciente: “Estou angustiada.
Não tenho tempo para educar minha filha.” Psicanalista heterodoxo que eu era, não fiz o que meu ofício dizia que eu deveria fazer. Não me meti a analisar seus sentimentos de culpa. Apenas disse: “Eu nunca eduquei meus filhos...” Ela ficou perplexa. Desentendeu. Expliquei então: “Eu nunca eduquei meus filhos. Só vivi com eles...” Ali, naquela noite, não me passava pela cabeça que estivesse educando meu filho.
Eu só estava partilhando com ele um momento de beleza e felicidade. E se a Adélia Prado está certa, se “aquilo que a memória amou fica eterno”, sei que aquela cena está eternamente na alma do meu filho, muito embora ele tenha crescido e já esteja com cabelos brancos. Parte da alma dele é a “Pequena Serenata”, o disco do violão... E por isso, por causa da “Pequena Serenata”, ele ficou mais bonito...



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