quarta-feira, 15 de outubro de 2008

A COMIDA NO MUNDO

Os efeitos da pobreza estão por toda parte.
Talvez por isso que o texto e as fotos abaixo estejam circulando com tanta força na Internet - as fotos pertencem ao livro "Hungry Planet", que ganhou bastante destaque na CNN.
Os resultados não são apenas ilustrativos, mas mostram com clareza a situação da pobreza no mundo.
Embora o texto fale essencialmente sobre fome – e o quanto uma família come por semana –, seria insensato negar que fome e pobreza andam juntas.
Confira as fotos abaixo.


Alemanha: família Melander, de BargteheideGastos com alimentação por semana: 375.39 Euros (cerca de US$500.07)



Estados Unidos: A família Revis, da Carolina do NorteGastos com alimentação por semana: US$341.98



Itália : A família Manzo, da SicíliaGastos com alimentação por semana: 214.36 Euros (cerca de US$260.11)


México: A família Casales, de CuernavacaGastos com alimentação por semana: 1,862.78 Pesos Mexicanos (cerca de US$189.09)

Polônia: A família Sobczynscy, de Konstancin-JeziornaGastos com alimentação por semana: 582.48 Zlotys (cerca de US$151.27)


Egito: A família Ahmed, de CairoGastos com alimentação por semana: 387.85 Libras Egípcias (cerca de US$68.53)

Equador : A família Ayme, de TingoGastos com alimentação por semana: US$31.55

Butão: A família Namgay, de Shingkhey VillageGastos com alimentação por semana: 224.93 ngultrum (cerca de US$5.03)

Chade: A família Aboubakar, de Breidjing CampGastos com alimentação por semana: 685 Francos do Chade (cerca de US$1.23)

BLOG ACTION DAY

No dia 15 de outubro de 2008, blogueiros de todas as partes do mundo falarão “a mesma língua”, sobre o mesmo assunto, ao mesmo tempo. Este é o Blog Action Day, uma ação que partiu da blogosfera e conquistou espaço na grande mídia.

A intenção do movimento é anualmente unir todos os blogs do planeta em um só objetivo: que cada blogueiro escreva sobre um tema comum a todos, pautado por um assunto de importância global visando alinhar "a conversa" da Blogosfera por pelo menos um dia.

Na edição de 2007, a primeira do Blog Action Day, o tema foi o “Meio Ambiente”; a partir daí, qualquer pessoa poderia escrever naquele dia (15 de outubro) o que quisesse sobre o tema, ajustando-o ao enfoque de seu próprio blog. O resultado não poderia ser mais positivo (como você pode conferir aqui): milhares de pessoas por todo o mundo refletiram, opinaram e discutiram sobre a natureza e, gradualmente, estão mudando a sua forma de interagir com o ambiente, pelo bem do planeta. O movimento foi tão bem sucedido que chega à sua segunda edição mais forte do que nunca.

Blog Action Day. Uma questão. Um dia. Milhares de vozes.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

KATHE KOLLWITZ





Käthe Kollwitz (1867-1945) foi uma artista plástica alemã cuja obra – prolífica fundamentalmente a nível do desenho e da gravura – se constituiu como um eloquente e perturbador retrato da condição humana durante a primeira metade do século XX, e é atualmente considerada uma das maiores desenhadoras e litógrafas de todos os tempos. Nasceu Käthe Schmidt em Königsberg, casando com o médico berlinense Karl Kollwitz em 1891.
A sua extraordinária aptidão para o desenho havia já sido descoberta e estimulada pelo seu pai, que foi responsável por proporcionar-lhe formação privada com diversos artistas até ter ingressado na escola artística para mulheres em Berlim.

Käthe Kollwitz pertence a uma geração de artistas anterior aos expressionistas.
Se tanto, poderá ser associada ao movimento proto-expressionista, fundado no rescaldo da I Guerra Mundial por Otto Dix e George Grosz.
O movimento era caracterizado por um estilo realista combinado com uma perspectiva cínica, socialmente crítica e filosófica profundamente enraizada num sentimento comum anti-guerra.

O cenário de devastação e clima de angústia generalizados, motivados por uma transição entre séculos profundamente marcada por sucessivas guerras e revoluções na Europa, criaram as condições favoráveis à emersão de um sentimento existencialista que levou os artistas plásticos a debruçarem-se largamente sobre o tema primordial de todos os temas da arte: a condição humana.
A obra de Käthe Kollwitz representa um doloroso mergulho num mundo onde as figuras estão marcadas por uma obscuridade opressora, em que predominam as referências à morte, à pobreza, à injustiça social, à dor, à doença.
É discutido que o próximo contato com os pacientes do seu marido constituiu uma exposição ao sofrimento que condicionou a natureza do seu trabalho. Este é de uma rudeza impressionante – acentuada pelo carácter incisivo da própria expressividade a preto e branco do desenho e da gravura – que pode mesmo ser confundida com uma certa pobreza estética.
Mas terá que haver um esforço para ver para além da confusão: os desenhos e gravuras de Kollwitz exprimem de forma densa e intensamente emotiva a visão sobre um mundo destroçado, provoado de caos e desastre, mundo esse simbolicamente ligado ao seu próprio tumulto interior – que se pode comprovar pela quantidade de auto-retratos realizados pela artista..

Corpos encolhidos, contorcidos, de feições endurecidas e determinadas, por vezes diluídos em puras manchas negras que se confundem com as sombras, compõem o retrato de um mundo desordenado pela violência, pela guerra e pelo horror.

O fato de ter perdido um filho na Primeira Guerra Mundial e um neto na Segunda, bem como o fato de ter sobrevivido à morte do marido em 1940, acentuou um profundo declínio para a depressão nos anos que se seguiram. A sua obra revelou uma inflexão claramente para o tema da morte.

Apenas contribuiu para avolumar um sentimento de revolta, declaradamente anti-guerra, que não lhe proporcionou quaisquer simpatias políticas. Com a chegada ao poder do regime nazi, em 1943, a obra de Kollwitz foi considerada ‘degenerada’ e esta foi proibida de expor publicamente e forçada a demitir-se da Academia de Arte de Berlim.
Ainda assim, ao contrário de artistas como Max Beckman ou George Grosz, nunca abandonou a cidade. Morreu a 22 de Abril de 1945, sem ter assistido ao fim da guerra.

SEUS SONHOS SÃO SEUS DESEJOS

Vivemos em uma guerra permanente com nós mesmo.
Somos incapazes de ser felizes.
Não somos o que desejamos ser.
O que desejamos ser jaz oprimido...
E é justamente aí, diria Feuerbach, que se encontra a essência do que somos.
Somos o nosso desejo, desejo que não pode florescer.
Mas, o pior de tudo, como Freud observa, é que nem sequer temos consciência do que desejamos.
Não sabemos o que queremos ser.
Não sabemos o que desejamos porque o desejo, reprimido, foi forçado a habitar as regiões do esquecimento.
Tornou-se inconsciente.
Acontece que o desejo é indestrutível.
E lá, do esquecimento em que se encontra, ele não cessa de enviar mensagens cifradas - para que seus captores não as entendam.
E elas aparecem como sintomas neuróticos, com os lapsos e equívocos, como sonhos... Os sonhos são a voz do desejo.
RUBEM ALVES

domingo, 12 de outubro de 2008

COMO FUNCIONA O MERCADO FINANCEIRO



Uma vez, num lugarejo, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria macacos por 10 reais cada.
Os aldeões, sabendo que havia muitos macacos na região, foram à floresta e iniciaram a caça aos macacos.
O homem comprou centenas de macacos a 10 reais e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça.
Aí, o homem anunciou que agora pagaria 20 reais por cada macaco e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.
Logo, os macacos foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca.
A oferta aumentou para 25 reais e a quantidade de macacos ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça.
O homem então anunciou que agora compraria cada macaco por 50 reais !
Entretanto, como iria à cidade Grande, deixaria o seu assistente cuidando da compra dos macacos.

Na ausência do homem, o assistente disse aos aldeões:
- 'Olhem todos estes macacos na jaula que o homem comprou.
Eu posso vender por 35 reais e, quando o homem voltar da cidade, vocês podem vender-lhe por 50 reais cada.'

Os aldeões, espertos, pegaram nas suas economias e compraram todos os macacos do assistente.
Eles nunca mais viram o homem ou o seu assistente, somente macacos por todos os lados.

Agora ficamos a sabendo como funcionam os mercados financeiros...

QUANDO VIER A PRIMAVERA




Quando vier a Primavera,
Se eu já estiver morto,
As flores florirão da mesma maneira
E as árvores não serão menos verdes que na Primavera passada.
A realidade não precisa de mim.
Sinto uma alegria enorme


Ao pensar que a minha morte não tem importância nenhuma
Se soubesse que amanhã morria
E a Primavera era depois de amanhã,
Morreria contente, porque ela era depois de amanhã.
Se esse é o seu tempo, quando havia ela de vir senão no seu tempo?
Gosto que tudo seja real e que tudo esteja certo;
E gosto porque assim seria, mesmo que eu não gostasse.
Por isso, se morrer agora, morro contente,

fotos por Beli


Porque tudo é real e tudo está certo.
Podem rezar latim sobre o meu caixão, se quiserem.
Se quiserem, podem dançar e cantar à roda dele.
Não tenho preferências para quando já não puder ter preferências.
O que for, quando for, é que será o que é.
Alberto Caeiro

FRASE DE UM DIA

"Antes eu desenhava como Rafael,
mas precisei de toda uma existência



para aprender a desenhar
como as crianças".
(Picasso)

ALMA DE EDUCADOR

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