Eliminar tumores de pulmão sem nenhum corte ou dor para o paciente já virou realidade no Instituto de Câncer do Estado de São Paulo (Icesp). A tecnologia, inédita no Sistema Único de Saúde (SUS), foi testada com sucesso ao longo deste ano em sete pessoas e, agora, é aplicada em indivíduos com contraindicação para a cirurgia tradicional, considerada um procedimento delicado, de recuperação dolorosa.
No procedimento novo, cuja denominação técnica é radioterapia estereotáxica extra-crânio (SDRT, na sigla em inglês), feixes finos e precisos de radiação elevada provocam a necrose das células tumorais. Três sessões de pouco mais de uma hora, aplicadas com intervalo de dois dias, são suficientes para destruir o câncer de pulmão, o tipo de neoplasia que mais mata no Brasil e no mundo, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca).
Uma equipe de filmagem da BBC flagrou um pinguim ladrão na Antártida. A equipe passou quatro meses junto com uma colônia de pinguins-de-adélia gravando um programa e conseguiu capturar imagens de um deles roubando as pedras do ninho do vizinho. Os machos da espécie constroem os ninhos com pedras para proteger os ovos e aqueles com os melhores ninhos têm mais chances de atrair uma fêmea. Em uma colônia com 500 mil pinguins, as melhores pedras são muito disputadas. Os cinegrafistas da equipe da BBC já sabiam que, ocasionalmente, os pinguins roubam pedras dos vizinhos, mas é um grande desafio conseguir flagrar o momento. O cinegrafista, Mark Smith, teve que se abaixar e ficar com a câmera na altura dos pinguins, cerca de 50 centímetros, para conseguir as imagens. Enquanto um dos pinguins monta cuidadosamente seu ninho trazendo as pedras, uma a uma, o ladrão do grupo espera que o construtor se afaste para roubar as melhores pedras.
O construtor do ninho não parece notar o roubo, já que o vizinho faz tudo rapidamente. E, enquanto ele se afasta, o ladrão apenas observa e espera a chance de pegar mais uma pedra.
Intelectuais como o escritor iraniano Salman Rushdie e o romancista americano Michael Cunningham já anunciaram sua adesão à onda de protestos.
Articulado pelas redes sociais, o movimento ganhou contornos ainda em maio, na Espanha, quando milhares de pessoas ocuparam as praças do país em repúdio à crise econômica, ganhando o apelido de "indignados".
Com a convocação feita - pelo grupo Democracia Real Já (DRY, na sigla em espanhol) - indignados dos quatro cantos do planeta juntaram-se a uma página no Facebook, além de acompanhar no Twitter a articulação para transformar o 15 de outubro num dia de repúdio.
Sem líderes ou estrutura definida, assim como os movimentos populares da Primavera Árabe e do Ocupe Wall Street, em Nova York.
Segundo Jon Aguirre, porta-voz do grupo espanhol DRY, os protestos são contra os quatro poderes. O financeiro, incluindo bancos, paraísos fiscais e agências de risco; o político, com dirigentes distantes do povo; o militar, entre Exércitos locais e a Otan; e a mídia, com seus grandes grupos e censores da internet.
- Esses poderes atuam em benefício de poucos, ignorando a vontade da maioria, sem se importar com os custos humanos ou ecológicos que temos de pagar. Temos de pôr fim a esta situação intolerável - disse Aguirre. - Unidos em uma só voz, faremos com que políticos e as elites financeiras que lhes servem saibam que agora somos nós que decidiremos o futuro.
Um casal de idosos do Canadá doou o prêmio de mais de US$ 11 milhões de dólares que ganhou na loteria.
Allen Large, 75, e Violet Large, 78, decidiram se livrar do dinheiro porque era uma "grande dor de cabeça".
"Você não sente saudade daquilo que nunca teve", afirmou Violet ao jornal local Halifax Chronicle-Herald.
"O dinheiro que ganhamos não é nada. Temos um ao outro", afirmou Allen.
O casal, que vive em Lower Truro, na província de Nova Scotia, ganhou US$ 11,2 milhões na loteria no dia 14 de julho, mas foi pego sem planos sobre o que fazer com o dinheiro.
Com a bolada nas mãos, segundo o diário Toronto Sun, Allen e Violet saíram em viagem pela província fazendo doações a hospitais, igrejas e associações de caridade.
A imprensa canadense afirma que Violet, que na época se submetia a um tratamento contra o câncer, se considerava felizarda apenas de poder estar vida.
"(Doar o dinheiro) nos fez sentir melhor", disse ela. "E há tanta coisa boa a ser feita com ele."
Milhares de norte-americanos ocuparam sem violência a Wall Street - um
epicentro do poder financeiro global e da corrupção. Eles são os últimos
raios de luz em um novo movimento pela justiça social que está se espalhando
rapidamente pelo mundo: de Madrid a Jerusalém e a 146 outras cidades, com outras
aderindo a cada instante. Mas eles precisam de nossa ajuda para triunfarem.
Como são as famílias de trabalhadores que estão pagando a conta de uma
crise financeira causada por elites corruptas, os manifestantes estão exigindo
uma verdadeira democracia, justiça social e combate à corrupção.
Mas eles estão
sob forte pressão das autoridades e alguns meios de comunicação estão
retratando-os como grupos extremistas. Se milhões de nós de todo o mundo os
apoiarem, vamos aumentar a sua determinação e mostrar a mídia e aos líderes que
os protestos fazem parte de um movimento massivo pela mudança.
Um contador gigante será erguido no
centro da ocupação em Nova York mostrando ao vivo cada um de nós que assinarmos
a petição e retransmitido ao vivo na página da petição:
A onda mundial de protestos é o capítulo mais recente na história
deste ano do poder global do povo. No Egito, as pessoas tomaram a praça
Tahrir e derrubaram seu ditador. Na Índia, o jejum de um homem trouxe milhões às
ruas e o governo teve que ceder - vencendo uma ação real para acabar com a
corrupção. Durante meses, os cidadãos gregos protestam sem descanso contra os
injustos cortes nos gastos públicos. Na Espanha, milhares de "indignados"
desafiaram a proibição de manifestações pré-eleitoral e montaram um acampamento
de protesto na praça do Sol para manifestar contra a corrupção política e a
manipulação do governo da crise econômica. E neste verão em Israel as pessoas
construíram "cidades de tendas" para protestar contra o aumento dos custos de
habitação e por justiça social.
Estes assuntos nacionais estão
ligados por uma narrativa global de determinação para acabar com a conivência
das elites e de políticos corruptos - que em muitos países ajudaram a causar
uma prejudicial crise financeira e agora eles querem que as famílias de
trabalhadores paguem a conta. O movimento de massas que está respondendo a isso
pode não só garantir que o ônus da recessão não caia sobre os mais vulneráveis,
mas também pode ajudar a melhorar o equilíbrio de poder entre democracia e
corrupção. Clique para apoiar o movimento:
Em cada revolta, do Cairo a Nova York, o pedido por um governo
responsável que sirva o povo é claro e nossa comunidade global tem apoiado esse
poder do povo em todo o mundo, onde quer que tenha surgido. O tempo em que os
políticos ficavam nas mãos dos poucos corruptos está terminando e, em seu lugar,
estamos construindo democracias reais, de, por e para as pessoas.