A imagem desta semana é o que parece ser uma gigantesca 'mão' no céu, captada pelo telescópio espacial Chandra. Na verdade, o que vemos é uma nebulosa em raios- X com mais de 150 anos-luz de diâmetro em torno de um jovem pulsar batizado PSR B1509-58. Com 'apenas' 1700 anos de idade, o pulsar está a 17 mil anos-luz da Terra e completa sete rotações por segundo.
Pulsares são estrelas de neutrons que giram rapidamente e, devido a seus fortes campos magnéticos, emitem 'pulsos' de radiações eletromagnéticas. São verdadeiros 'faróis' no espaço que, com suas características únicas, podem a vir ajudar na navegação em futuras viagens interplanetárias ou até interestelares. Já as estrelas de neutrons são formadas depois que estrelas muito massivas, bem maiores que o nosso Sol, esgotam todo seu combustível e entram em colapso. Parte da estrela então é ejetada em enormes explosões conhecidas como "supernovas". O que resta é tão comprimido pela gravidade que os átomos se desfazem, restando apenas neutrons. Estes objetos são tão densos que uma colher de chá dos mesmos teria a mesma massa que a Terra, com uma velocidade de escape da ordem de 100 mil km/s, ou um terço da velocidade da luz.
Foi em dezembro de 1944 que tudo começou.
Caminhões chegaram no campo de concentração de Bergen-Belsen e despejaram 54 crianças.
A mais velha tinha 14 anos e havia muitos bebês.
No alojamento das mulheres, Luba Gercak dormia.
Acordou sua vizinha de beliche e lhe perguntou: "está escutando?" É choro de criança."
A outra lhe disse que voltasse a dormir.
Ela devia estar sonhando.
Todos conheciam a história de Luba.
Ainda adolescente se casara com um marceneiro e tiveram um filho, Isaac.
Quando veio a guerra, os nazistas lhe arrancaram dos braços o filho de três anos e o jogaram em um caminhão, junto com outras crianças e velhos.
Todos inúteis para o trabalho e, portanto, com destino certo: a câmara de gás.
Logo mais, ela pôde ver um outro caminhão arrastando o corpo, sem vida, do marido.
No primeiro momento, desistira de viver.
Depois a fé lhe visitou a alma e ela percebeu que Deus esperava muito mais dela. Então, passou a ser voluntária nas enfermarias.
Agora, Luba ouvia choro de crianças.
Quem seriam?
Abriu a porta do alojamento e viu meninos, meninas, bebês apinhados, em choro, no meio do campo.
Separados de seus pais, se encontravam desnorteados e tinham fome e frio.
Luba as trouxe para dentro. E porque protestassem as demais ocupantes do infecto alojamento, ela as repreendeu, dizendo: "vocês não são mães? Se fossem seus filhos, diriam para que eu os deixasse morrer de frio? Eles são filhos de alguém."
Em verdade, o que suas companheiras temiam era a fúria dos soldados da SS.
Luba agradeceu a Deus por ter lhe enviado aquelas crianças.
O seu filho morrera, mas faria tudo para que aquelas crianças vivessem.
Foi até o oficial da SS no acampamento e lhe contou o que fizera.
Pôs sua mão no braço dele e suplicou.
Ele se deu conta que ela o tocara, o que era proibido, e lhe aplicou um soco em pleno rosto, fazendo-a cair.
Ela se levantou, o lábio sangrando e falou: "sou mãe. Perdi meu filho em Auschwitz. Você tem idade para ser avô.
Por que há de querer maltratar crianças e bebês?"
"Fique com elas", foi a resposta seca do oficial.
Mas ficar com elas não era suficiente.
Era necessário alimentá-las.
Nos dias que se seguiram, todas as manhãs, ela ía ao depósito, à cozinha, à padaria, implorando, barganhando e roubando alimentos.
Os meninos ficavam à janela e quando a viam chegar diziam uns aos outros: "lá vem irmã Luba. Ela traz comida pra nós!"
À noite, ela cantava canções de ninar e as abraçava.
Era a mãe que lhes faltava.
As crianças, que falavam holandês, não entendiam as palavras de Luba, que era polonesa, mas compreendiam seu amor.
Em 15 de abril de 1945, os tanques britânicos entraram no campo, vitoriosos e em seis idiomas passaram a rugir os alto-falantes: "estão livres! Livres!"
Luba conseguira salvar 52 das 54 crianças que adotara como filhos do coração.
Uma companhia de dança onde só entram maiores de 60 anos vem emocionando o público.
A Company of Elders nasceu há dez anos no teatro de dança Saddler’s Wells, no norte de Londres, a partir de um projeto comunitário.
Formado por membros da comunidade local, o grupo conta com 25 dançarinos com idades de 61 a 85 anos. Para alguns deles, a dança já é uma paixão antiga, já outros descobriram a atividade recentemente por meio do projeto.
Ao longo dos anos, o grupo já trabalhou com coreógrafos renomados como Rosemary Lee e Wayne McGregor e se apresentou em vários países da Europa.
Seu repertório inclui coreografias contemporâneas e algumas inspiradas no passado.
O cientista suíço Martin Oeggerli fotografa grãos de pólen com a ajuda de um poderoso microscópio, no porão de sua casa.
Sob o pseudônimo de Micronaut, o suíço revela a beleza microscópica desses grãos que, na Europa, são responsáveis por fortes alergias durante a primavera.
Sua intenção é mostrar que todos os grãos têm suas particularidades e diferenças.
Nesta foto, o grão de pólen da planta carnívora
Dionaea muscipula, que devora
insetos e pequenos aracnídeos.
O polén da miosótis foi aumentado ainda mais pelo microscópio de Oeggerli.
As fotos do suíço já foram publicadas em diversas revistas,
entre elas, a National Geographic
Oeggerli assina suas fotos com o nome de Micronaut.
Os grãos cinzas são de pólen da flor mediterrânea Virbunun tinus.
A folha se parece com uma folha de louro.
Os grãos amarelos são de pólen de outras plantas.
“A ARTE será mais legítima se cumprir a função de transportar o céu para a terra. Qualquer arte ligada apenas a este mundo, revela somente um lado da moeda, enquanto a divina revela os dois. Michelângelo, Giotto, Bach, Beethovem e tantos outros transportaram o céu à Terra”.
Soror Isabel Guerra é uma monja pintora que desde que optou pela clausura em um monastério da ordem das cistercienses de Santa Lucía, Zaragoza, vem de três em três anos a Madri para expor suas pinturas.
Desde criança que Isabel, demonstrou vocação para a vida religiosa e para a pintura. Para ela “pintar e amar a Deus” se completam.
Para essa artista da escola hiperealista, a vida no convento serviu para um isolamento sereno das preocupações terrenas. Ela declara estar convencida que o mundo não deve perder as esperanças. Sua obra contém uma mensagem de resistência: “a beleza sendo possível, nem tudo está perdido, enfatiza.”