sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

TRAJES DA ALMA

Sem maiores preocupações o médico que não estava com suas vestimentas de doutor conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante Chega e, de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?

Com tranqüilidade o médico respondeu:

- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?

Ríspida, redargüiu:

- Será que o senhor é surdo?

Não ouviu que estou procurando pelo médico?

Mantendo-se calmo, contestou:

- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la?

- Como! O senhor! Com essa roupa...

- Ah! Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta...

- Oh! Desculpe, doutor! Boa tarde!

É que... vestido assim, o senhor nem parece um médico...

- Veja bem as coisas como são - disse o médico - as vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegar, tão bem vestida, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um "boa tarde".


Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito...

Um dos mais belos trajes da alma é a educação.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

PARA QUE SERVE O HORIZONTE?

Conta-se que certa vez um homem se aproximou de Deus e pediu para que ele
lhe esclarecesse sobre uma coisa da criação que, segundo seu ponto de vista,
não tinha nenhuma utilidade, nenhum sentido...

Deus o atendeu e perguntou qual era a falha que ele havia notado na criação.

Senhor Deus, disse o interessado, sua criação é muito bonita, muito
funcional, cada coisa tem sua razão de ser...

Mas, embora me esforce para compreender sua finalidade, tem uma coisa que me
parece não servir para nada.

E que coisa é essa que não serve para nada? Perguntou Deus.

É o horizonte, respondeu o homem.

Afinal, para que serve o horizonte?

Se eu caminho um passo na direção do horizonte, ele se afasta um passo de
mim.

Se caminho dez passos, ele se afasta outros dez passos...

Se caminho quilômetros na direção do horizonte, ele se afasta os mesmos
quilômetros de mim...

Isso não faz sentido! O horizonte não serve para nada.

Deus olhou para seu ingênuo filho, sorriu e disse:

Mas é justamente para isso que serve o horizonte... "para fazê-lo caminhar."

Tantas vezes nós nos acomodamos em nossos estreitos limites que nos
esquecemos de andar alguns passos na direção do horizonte, que nos convida
incessantemente a caminhar.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

PRECE HOLANDESA

"Que a estrada se abra à sua frente,

que o vento sopre às suas costas,

que o sol brilhe morno e suave em sua face,

que a chuva caia de mansinho em seus campos e,

até que nos encontramos de novo,

que Deus lhe guarde na palma de suas mãos"

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

FILOSOFANDO 092

“Os que esperam no Senhor
renovam suas forças,
criam asas como águia,
correm sem se cansar,
caminham sem parar”
(Is 40,31).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

FILOSOFANDO PARA A VIDA

"Quem não sabe chorar de todo coração,
também não sabe rir".

"Prefiro receber censuras
a receber condolências".

"Eu devo controlar o relógio ,
não ser controlada por ele".
(Golda Meir)

sábado, 31 de janeiro de 2009

FILOSOFANDO 310109

MEDITAÇÃO
A gente começa amar por simples curiosidade,
por ter lido num olhar certa possibilidade.
e como, no fundo a gente se quer muito bem,
ama quem ama,
somente pelo gosto igual que tem.
Depois a gente começa a repartir dor por dor,
e se habitua depressa a trocar frases de amor.
E, sem pensar,
vai falando de novo as que já falou...
e continua amando,
só porque já começou...
(Manoel Bandeira)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

DIA DA SAUDADE

A palavra Saudade traz em si, diversos significados que podem ser interpretados de acordo com o contexto onde é aplicado.
Sua origem encontra-se no Latim, Solitate, a conotação contemporânea distanciou-se da original.
Saudade não mais se refere ao sentimento de solidão preservado em variações de línguas românicas como o espanhol: soledad e soledat.

Saudade, "Sentimento mais ou menos melancólico de ausência, ligado pela memória à situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável"; ou "Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoa ou coisa distante ou extinta.
Pesar pela ausência de alguém que nos é querido". Lembrança e Nostalgia.

Em 30 de janeiro celebra-se o "Dia da Saudade".
Na gramática Saudade é substantivo abstrato, tão abstrato que só existe na língua portuguesa.
Os outros idiomas têm dificuldade em traduzi-la ou atribuir-lhe um significado preciso: Te extraño (castelhano), J'ai regret (francês) e Ich vermisse dish (alemão).
No idioma inglês encontramos várias tentativas: homesickness (equivalente a saudade de casa ou do país), longing e to miss (sentir falta de uma pessoa), e nostalgia (nostalgia do passado, da infância).
Mas todas essas expressões estrangeiras não definem o que sentimos.
São apenas tentativas de determinar esse sentimento que nós mesmos não sabemos exatamente o que é.
Não é só um obstáculo ou uma incompatibilidade da linguagem, mas é principalmente uma característica cultural daqueles que falam a língua portuguesa.

Saudade não tem cor, mas pode ter cheiro.
Não podemos ver nem tocar, mas sabemos o quanto é grande.
Pode ser o sentimento que alimenta um relacionamento amoroso ou apenas o que sobra dele.
Pode ser uma ausência suave ou um tipo de solidão.
Pode ser uma recordação daquele momento e daquela pessoa, que um dia, mesmo sabendo ser impossível, ousamos querer reviver e rever.
É a dor de quem encontrou e nunca mais encontrará, de quem sentiu e nunca mais voltará a sentir.
A saudade se combina com outros sentimentos e procria-se.
A soma da saudade com a solidão é igual a Dor.
O resultado da saudade com a Esperança é a Motivação.

Saudade é uma só, em diferentes palavras.
É comum encontrá-la grafada nas lápides em alusão a dor da ausência provocada pela morte.
Mas na Literatura e na Música é um tema crônico.
É quem arquiteta a estrofe e conduz o tom.
Não importa o gênero literário ou o estilo musical, não importa o autor, a época ou a situação.

Casimiro de Abreu versificou sua saudade da infância: "Oh! que saudades que eu tenho / Da aurora da minha vida / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!".

Álvares de Azevedo antecipou a saudade mortal: "Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã!".

A poetisa portuguesa, Florbela Espanca, também registrou sua saudade: "E a esta hora tudo em mim revive / Saudades de saudades que não tenho... / Sonhos que são os sonhos dos que eu tive...".

O Rock brasileiro transformou a saudade numa de suas bandeiras. Renato Russo cantou: "nessa saudade que eu sinto / De tudo que eu ainda não vi".

Ainda nas canções de Renato: "dos nossos planos é que tenho mais saudade". Entre o Rock e a MPB, Cazuza, declarou: "Saudade do que nunca vai voltar / E dos amigos que se foram / Eu hoje estou com saudade".
Tom Jobim e Vinícius de Moraes compuseram: "Chega de saudade / A realidade é que sem ela não há paz...".

Saudade é um registro fiel do passado.
É a prova incontestável de tudo que vivemos e ficou impresso na alma.
Ao confessarmos uma saudade, na verdade, estamos nos vangloriando de que, ao menos uma vez na vida, conhecemos pessoas e vivemos situações que foram boas, e serão eternas em nossa alma. Nutri-la, é alimentar o espírito e a própria existência.

Se há tantas e, ao mesmo tempo, tão imprecisas definições de saudade, resta-nos apenas cultivá-la e alimentá-la com pensamentos, músicas, perfumes, fotografias, lugares, fins de tarde e madrugadas.
Saibamos viver plenamente o presente, pois ele será a saudosa lembrança de amanhã.

ALMA DE EDUCADOR

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